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Fibrenamics Impulse 2026 reúne empresas, decisores e especialistas para ativar oportunidades no setor da Defesa e Proteção

26 mai 2026Notícias

Fibrenamics Impulse 2026 reúne empresas, decisores e especialistas para ativar oportunidades no setor da Defesa e Proteção

Fibrenamics Impulse 2026 reúne empresas, decisores e especialistas para ativar oportunidades no setor da Defesa e Proteção

Fibrenamics Impulse 2026 reúne empresas, decisores e especialistas para ativar oportunidades no setor da Defesa e Proteção

A Fibrenamics promoveu, no dia 21 de maio, no Forum Braga, o IMPULSE 2026 – "Interpretar tendências. Ativar oportunidades.", um fórum estratégico dedicado ao setor da Defesa e Proteção, com foco nas oportunidades emergentes, nas tecnologias dual-use, na colaboração entre entidades e na integração das empresas portuguesas em novas cadeias de valor.

Num contexto marcado por profundas transformações geopolíticas, tecnológicas e industriais, o evento reuniu empresas, entidades institucionais, centros de I&D, parceiros tecnológicos e utilizadores finais para refletir sobre o papel da inovação na construção de capacidades reais para o setor.

Na sessão de abertura, Raúl Fangueiro, Pró-Reitor para a Inovação, Empreendedorismo e Transferência de Conhecimento da Universidade do Minho e Presidente da Fibrenamics, destacou a importância da convergência entre ciência, indústria, empreendedorismo e soberania tecnológica, sublinhando que o conceito dual-use deve ser entendido como “um novo paradigma de inovação”Para Raúl Fangueiro, o grande desafio passa por “transformar conhecimento em impacto, inovação em capacidade industrial e colaboração em resiliência estratégica”.

Também Álvaro Santos, Presidente da CCDR-N, reforçou o potencial do Norte de Portugal neste domínio, destacando as competências regionais em áreas como materiais avançados, têxteis técnicos, compósitos, engenharia de produto, eletrónica e sistemas inteligentes. Na sua intervenção, sublinhou que os fundos, por si só, não são suficientes, sendo essencial criar redes, confiança e projetos transformadores.

Na strategic keynote “Tendências e Oportunidades no Setor da Defesa e Proteção”, Hermano Rodrigues, Principal EY-Parthenon, analisou as principais dinâmicas que estão a redesenhar o setor, destacando a aceleração tecnológica, o peso crescente das soluções de duplo uso e a necessidade de uma maior integração das empresas portuguesas nas cadeias de valor internacionais.

O responsável apontou diferentes exemplos de tecnologias emergentes que podem ganhar relevância operacional e sublinhou que, embora a Defesa e Proteção se afirmem como áreas cada vez mais atrativas, impulsionadas pelo aumento do investimento público e por contratos de longo prazo, continuam a existir barreiras de entrada significativas, num mercado dominado por grandes players, OEMs e Prime Contractors. Neste contexto, Hermano Rodrigues defendeu ainda a importância de mapear de forma mais rigorosa o ecossistema nacional ligado à Defesa e ao duplo uso, identificando empresas, capacidades instaladas, peso deste setor no negócio e evolução dos investimentos, como condição essencial para transformar oportunidades em participação efetiva nas cadeias de valor globais.

A reflexão estratégica sobre o setor trouxe para o debate a atratividade das indústrias de Defesa e Proteção, mas também as suas barreiras de entrada, nomeadamente ao nível da certificação, qualificação, licenciamento, escala e integração em cadeias de valor internacionais. A importância das redes e dos consórcios foi igualmente evidenciada por Jorge Manuel Duque, que alertou as empresas para a necessidade de olharem para além da Defesa como mercado isolado, considerando também oportunidades nos setores da Aeronáutica, Espaço e Segurança.

A mesa-redonda “Interpretar Tendências e Potenciar Oportunidades no Setor da Defesa e Proteção”, moderada por Hermano Rodrigues, reuniu Wilson Antunes, Tenente-Coronel do Exército Português; Márcio Castro, Diretor Coordenador de Análise de Crédito e Investimento no Banco Português de Fomento; Filipe Duarte, CEO da Optimal Defence; Fernando Pedrosa, Operations Manager da Vangest; e Filipe Guimarães, Sales Manager da Endutex. A conversa cruzou perspetivas da indústria, financiamento, entidades militares e especialistas do setor, abordando os desafios de posicionamento das empresas portuguesas, a importância da inovação colaborativa, o papel do financiamento no desenvolvimento de novas capacidades e a necessidade de reforçar a ligação entre empresas e utilizadores finais.

Ao longo da discussão, ficou evidente que existem oportunidades concretas para as empresas portuguesas, mas também um caminho exigente a percorrer. A entrada em consórcios internacionais, a participação em redes especializadas, a qualificação de processos, o acesso a mecanismos de financiamento e a capacidade de apresentar soluções integradas foram apontados como fatores críticos para competir num setor altamente regulado e competitivo.

O IMPULSE 2026 assinalou também uma nova etapa na ativação do Fibrenamics Innovation Hub – Defense & Protection, uma plataforma de I&D e colaboração já em desenvolvimento, concebida para apoiar a criação de soluções para o setor. Nesta fase, o Hub reforça a sua missão de promover tecnologias dual-use, estimular a colaboração, dinamizar oportunidades de financiamento e mercado e facilitar a integração em cadeias de valor atualmente em reconfiguração.

Saiba mais sobre o Fibrenamics Innovation Hub – Defense & Protection no artigo da eRadar

O IMPULSE 2026 encerrou com uma orientação muito clara para o futuro: é tempo de converter capacidade instalada em resultados concretos. O conhecimento, a competência técnica e a base industrial existem em Portugal; o próximo passo passa por acelerar a sua transformação em soluções desenvolvidas, protegidas, produzidas e levadas ao mercado, criando novas oportunidades de crescimento para as empresas e reforçando o posicionamento competitivo do país.