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“Tecer a Luz” cruza arte, ciência e território com colaboração da Fibrenamics
Num contexto de abertura ao diálogo entre investigação e criação artística, a Fibrenamics associou-se ao projeto “Tecer a Luz”, uma das propostas vencedoras da edição de 2025 da Open Call do Bairro C, “Carbono Zero, Cidades Infinitas”.
Desenvolvido por Maria Alves, o projeto parte de um interesse contínuo na relação entre luz, território e memória coletiva, focando-se na Rua da Caldeiroa, em Guimarães, um eixo marcado por transformações recentes e por uma forte carga histórica e simbólica.
Pensado a partir de uma lógica colaborativa, “Tecer a Luz” propõs um trabalho próximo da comunidade local, através de oficinas, mapeamento sensorial e práticas ecológicas, explorando a luz como matéria viva e sensível e convocando diferentes formas de leitura do território.
A participação da Fibrenamics neste contexto ganhou expressão através do workshop realizado na Universidade do Minho, que permitiu cruzar perspetivas entre arte, materiais e investigação aplicada. A sessão contribuiu para alargar a reflexão em torno dos têxteis funcionais e da sua relação com a luz, criando um ponto de contacto entre diferentes áreas do conhecimento e mostrando como a investigação pode também ser pensada a partir de linguagens mais sensoriais e experimentais.
Mais do que um momento pontual de partilha, esta aproximação evidenciou o potencial de diálogo entre a prática artística e as linhas de investigação desenvolvidas pela Fibrenamics. Ao aproximar ciência, indústria têxtil e criação contemporânea, o encontro abriu espaço a novas interpretações sobre os materiais e sobre a forma como o conhecimento técnico e científico pode ser tornado mais visível, acessível e significativo.
Este primeiro contacto deixa também em aberto possibilidades de colaboração futura, nomeadamente no desenvolvimento de projetos que possam explorar, em chave artística, temas, processos e materiais trabalhados no universo da Fibrenamics. Num território onde memória industrial, transformação urbana e inovação se cruzam, iniciativas deste tipo revelam a importância de criar pontes entre disciplinas e de pensar a investigação também como espaço de relação, experimentação e imaginação.