Resumo - Consultar Ficha de Projeto
O Projeto iSustainable Seats é liderado pela Solfaestofo, com o código de operação nº COMPETE2030-FEDER-01971400.
Os transportes públicos têm sofrido várias mudanças e uma constante evolução na última década, devido ao aumento da densidade populacional e à integração de tecnologia para maior conveniência dos passageiros, além da crescente exigência dos utilizadores em termos de conforto e pragmatismo.
Como tal, o projeto iSustainable Seats tem como objetivo o desenvolvimento de estruturas fibrosas sustentáveis e inteligentes, para aplicação em bancos de ferrovia para viagens de curta duração, em contexto urbano. Um dos grandes focos da atenção do consórcio será em torno do desenvolvimento de uma solução estrutural para os seus bancos de ferrovia que possa substituir a utilização das espumas de poliuretano e as mantas ignífugas, sem compromisso do conforto para o utilizador.
Contribui-se assim para a redução do impacto ambiental gerado com a produção e uso das espumas e mantas, assim como dificuldades inerentes ao seu descarte e destino no final do seu ciclo de vida, pela acumulação de resíduos em aterros sanitários ou libertação de poluentes no ar com a incineração das mesmas. As malhas spacer têm sido particularmente defendidas no meio científico como alternativas promissoras à utilização das espumas de poliuretano, podendo adicionalmente ser dotadas de propriedades anti-fogo e capacidade sensorial piezoresistiva na sua estrutura.
Por fim, a possibilidade de desagregar o assento no final do ciclo de vida nos seus demais componentes, como colas e revestimentos, destaca-se pelos benefícios proporcionados, pois ao permitir uma separação eficiente dos materiais do referido banco, simplifica o processo de reciclagem.
Desta forma, pretende-se desenvolver estruturas fibrosas sustentáveis e inteligentes, para integração em bancos de ferrovia que possam promover estratégias de sustentabilidade, nomeadamente no que se refere à massificação do uso de material natural endógeno e/ou resíduos industriais da região Centro de Portugal, redução de materiais, monomaterial, redução dimensional, durabilidade, reutilização e reciclagem, facilitada por uma maior desagregação do produto nos seus variados componentes no final do seu ciclo de vida.
Resumo:
O projeto visa desenvolver bancos ferroviários sustentáveis e inteligentes para viagens em áreas urbanas, apostando na substituição de materiais não sustentáveis por estruturas fibrosas ecológicas, nomeadamente no que se refere à massificação do uso de material natural endógeno e/ou resíduos industriais da região Centro de Portugal, redução de materiais, monomaterial, redução dimensional, durabilidade, reutilização e reciclagem, facilitada por uma maior desagregação do produto nos seus variados componentes no final do seu ciclo de vida.
Os referidos bancos serão dotados de sensorização para indicar ocupação, operando com base no princípio da deformação mecânica, sendo capazes de detetar quando um passageiro se encontra sentado no assento, podendo ser utilizados para ativar ou desativar sistemas automáticos, como iluminação.
O presente projeto promove a reciclagem e a reutilização, alinhando-se com os princípios de sustentabilidade e inovação tecnológica, apoiando a ascensão da Solfaestofo no setor da mobilidade.
Objetivos específicos:
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Desenvolvimento de um banco de ferrovia contendo malhas spacer em substituição das espumas de poliuretano e manta ignífuga, com propriedades de resiliência e anti-fogo equivalentes às de espumas convencionais e manta ignífuga, respetivamente, estruturas estas que são pouco sustentáveis e não recicláveis;
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Incorporação de fios naturais ou reciclados na malha spacer, sem perda de propriedades quando comparada com o controlo negativo;
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Desenvolvimento de um sistema de sensorização piezoresistiva no referido spacer, para que a estrutura detete variações de pressão e atue, também, como um indicador de presença por via luminosa, de forma a alertar os demais utilizadores do transporte público da ocupação, ou não, do assento;
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Desenvolvimento de componentes ou camadas passíveis de desagregação no final do seu ciclo de vida de forma a promover a sua reciclagem.
Globalmente, objetiva-se que todo o sistema se apresente robusto ao nível da estabilidade e que seja resistente às solicitações mecânicas e agentes externos a que estará exposto no decurso da sua utilização extensiva.
Parceiros: Solfaestofo, Fibrenamics, LMA.